Essa falta de importância pode estar ligada a falta de percepção aos detalhes, ou talvez, à falta de capacidade de criar ligações afetivas com “links” diretos para essas emoções. Sim, a aliança é só o detalhe, somente o link. A beleza está no que ela simboliza.
Aliança. Perceba que o próprio nome já muda para induzir a rever sua representatividade. Não é um simples anel, é uma aliança, um laço, o símbolo de um acordo, a marca de um compromisso.
É algo que serve para lhe remeter às promessas e a todo sentimento que te levou a fazê-las. E, se não houve promessas, ao comprometimento com o sentimento que lhe fez utilizá-las. E se tudo isso não é levado em conta, se essa não é a visão que se tem sobre esse pequeno objeto, melhor mesmo não usá-lo, pois neste caso, ele não faz mesmo diferença. Afinal, não se tem uma aliança, se tem um simples anel, um simples ornamento, algo tão facilmente removível ou substituível quanto o sentimento que impulsionou usá-lo. Já se perguntou por que, nos filmes, quando em crise, toca-se, olha-se ou aparece em destaque a aliança? (Veja na cena de traição do filme Infideldade quantas vezes ela aparece em destaque) Exatamente porque essa é a “razão de ser” dela, estar visualmente presente para lembrar-lhe do compromisso, mesmo quando a outra parte do acordo não estiver ali. Dar a oportunidade de, antes de qualquer coisa, refletir se tudo mudou a ponto de não valer mais a pena a manutenção dos sonhos propostos na data daquela “aliança”. Fazer pensar por mais um segundo, que, supõe-se, ser tempo suficiente, muitas vezes, para não desistir dos votos. Então, se não está pronto para usar uma aliança, assumindo tudo o que ela significa, procure não utilizar anéis em seu lugar enquanto pensa, pois o outro par pode estar sendo encarado como aliança e, melhor dedos esperançosos do que alianças quebradas.